Burnout: o que é, como identificar os sintomas e quando buscar ajuda

BEM ESTAR

Aliny Pedrolli

2/24/20262 min read

woman leaning against a wall in dim hallway
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Burnout: o que é, como identificar os sintomas e quando buscar ajuda

Cansaço todo mundo sente.
Estresse faz parte da vida.

Mas quando o esgotamento deixa de ser pontual e passa a ser constante, quando a exaustão não melhora nem após descanso, e quando aquilo que antes fazia sentido começa a perder o brilho — pode não ser apenas “uma fase”.

Pode ser burnout.

Falar sobre isso não é sinal de fraqueza. É sinal de consciência.

O que é burnout?

Burnout é uma síndrome relacionada ao estresse crônico no contexto de trabalho, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como fenômeno ocupacional.

Ela não surge de um dia para o outro. É resultado de exposição prolongada a:

  • sobrecarga constante

  • pressão excessiva

  • falta de reconhecimento

  • conflitos interpessoais

  • ausência de pausas e recuperação

É um esgotamento físico e emocional profundo, ligado principalmente à vida profissional — mas que impacta todas as áreas da vida.

Quais são os principais sintomas de burnout?

Os sintomas costumam aparecer de forma progressiva.

1. Exaustão extrema

  • sensação constante de cansaço

  • dificuldade para levantar da cama

  • esgotamento que não melhora com descanso

  • dores no corpo frequentes

Não é apenas “sono”. É uma fadiga persistente.

2. Distanciamento emocional

  • irritabilidade

  • impaciência

  • cinismo ou indiferença

  • sensação de desconexão com o trabalho

A pessoa começa a funcionar no automático.

3. Queda de desempenho

  • dificuldade de concentração

  • esquecimentos frequentes

  • sensação de incompetência

  • perda de produtividade

Mesmo se esforçando, a sensação é de que nunca é suficiente.

Burnout é o mesmo que depressão?

Não. Mas podem coexistir.

O burnout está relacionado ao contexto profissional.
A depressão é um transtorno de humor mais amplo, que afeta diferentes áreas da vida.

No entanto, burnout prolongado pode evoluir para um quadro depressivo, por isso é importante observar sinais precoces.

Como o burnout é detectado?

O diagnóstico é clínico e deve ser feito por profissional de saúde — médico ou psicólogo.

O processo envolve:

  • escuta qualificada

  • avaliação do histórico profissional

  • análise dos sintomas

  • exclusão de outras condições médicas

Não existe um exame de sangue que detecte burnout. A avaliação é baseada na história da pessoa e na intensidade dos sintomas.

Sinais de alerta para procurar ajuda

Busque apoio profissional se houver:

  • crises de choro frequentes

  • insônia persistente

  • sintomas físicos recorrentes sem causa aparente

  • pensamentos negativos constantes

  • sensação de incapacidade para continuar trabalhando

Quanto antes houver intervenção, melhor o prognóstico.

O que fazer ao perceber sinais de burnout?

1. Reconhecer o problema

Negar ou minimizar prolonga o sofrimento. Nomear é o primeiro passo.

2. Buscar ajuda profissional

Psicoterapia é fundamental.
Em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico pode ser indicado.

Não é fraqueza precisar de suporte. É cuidado.

3. Rever limites

  • Avaliar carga de trabalho

  • Estabelecer horários

  • Reaprender a dizer não

Burnout frequentemente está ligado à dificuldade de impor limites.

4. Cuidar do básico

Sono, alimentação, atividade física leve e momentos de pausa não resolvem sozinhos — mas ajudam o corpo a sair do estado constante de alerta.

Burnout não é falta de resiliência

Vivemos em uma cultura que romantiza produtividade extrema. Mas o corpo cobra.

Burnout não é preguiça.
Não é drama.
Não é fraqueza emocional.

É um sinal de que algo ultrapassou o limite sustentável.

É possível se recuperar?

Sim. Com acompanhamento adequado, reorganização da rotina e, quando necessário, afastamento temporário do trabalho, a recuperação é possível.

O processo exige:

  • tempo

  • apoio

  • ajustes reais

  • mudança de padrão

Mas é possível voltar a trabalhar sem se destruir.

No Ser Leve, acreditamos…

Que produtividade não pode custar saúde.
Que descanso não é luxo.
Que limites são proteção.

Se você se reconheceu em alguns desses sinais, talvez seja hora de olhar para si com mais gentileza.

E buscar ajuda não é desistir.
É decidir continuar — de forma mais saudável.