Orquidopexia Bilateral em Crianças: Como é a Cirurgia, Riscos, Recuperação e Por Que Ela é Necessária

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Aliny Pedrolli

3/10/20263 min read

boy on tree sitting
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Orquidopexia Bilateral em Crianças: Como é a Cirurgia, Quais os Riscos e Por Que Ela é Importante

Receber a indicação de uma cirurgia para o filho sempre gera apreensão. Quando ouvimos o termo orquidopexia bilateral, é comum surgirem dúvidas: é uma cirurgia grave? Como ela é feita? Existem riscos?

Se seu filho também foi indicado para esse procedimento, saiba que você não está sozinho nessa jornada. A orquidopexia é uma cirurgia relativamente comum na infância e tem como objetivo corrigir uma condição chamada criptorquidia, quando os testículos não descem completamente para a bolsa escrotal.

A boa notícia é que, quando realizada no tempo adequado, a cirurgia costuma ter excelentes resultados e recuperação rápida.

O que é a orquidopexia?

A orquidopexia é um procedimento cirúrgico realizado para reposicionar o testículo dentro da bolsa escrotal quando ele permanece no abdômen ou no canal inguinal.

Na gestação, os testículos se formam dentro do abdômen do bebê e, naturalmente, descem para o escroto antes do nascimento.
Em alguns meninos, esse processo não se completa.

Quando isso acontece em ambos os lados, chamamos de criptorquidia bilateral, e o tratamento indicado costuma ser a orquidopexia bilateral.

Quando essa cirurgia é indicada?

Os especialistas recomendam que a correção seja realizada preferencialmente entre 6 meses e 18 meses de idade, embora também possa ser feita depois, dependendo do diagnóstico.

A cirurgia é indicada quando:

  • o testículo não desceu espontaneamente

  • o testículo permanece no canal inguinal

  • existe risco de comprometimento da fertilidade futura

  • há risco aumentado de torção testicular

Em muitos casos, o pediatra identifica a condição nas consultas de rotina e encaminha para avaliação especializada.

Como é realizada a cirurgia de orquidopexia?

A cirurgia é considerada de pequeno a médio porte e geralmente é feita com anestesia geral.

O procedimento costuma seguir estas etapas:

1. Pequena incisão na região inguinal

O cirurgião faz uma pequena abertura na região da virilha para localizar o testículo.

2. Liberação do testículo

O testículo é cuidadosamente liberado das estruturas que impedem sua descida.

3. Fixação na bolsa escrotal

Depois, ele é reposicionado na bolsa escrotal e fixado com pontos internos, evitando que volte a subir.

Quando a cirurgia é bilateral, o procedimento é feito em ambos os lados.

Na maioria dos casos:

  • a cirurgia dura cerca de 1 a 2 horas

  • a criança recebe alta no mesmo dia

  • a recuperação é rápida

Quais profissionais podem realizar a cirurgia?

A orquidopexia deve ser realizada por especialistas treinados em cirurgia infantil.

Os profissionais mais indicados são:

Urologista pediátrico

É o especialista em sistema urinário e reprodutor masculino em crianças.

Cirurgião pediátrico

Também possui formação específica para realizar cirurgias em bebês e crianças.

Ambos têm treinamento para lidar com as particularidades anatômicas da infância.

Quais são os riscos da cirurgia?

Como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos, mas eles são considerados baixos quando a cirurgia é realizada por equipe especializada.

Os principais riscos incluem:

  • infecção local

  • sangramento

  • inchaço temporário

  • deslocamento do testículo (raro)

  • reação à anestesia

Complicações graves são incomuns.

O acompanhamento médico após o procedimento é essencial para garantir que o testículo permaneça na posição correta.

Quais são as vantagens de realizar a orquidopexia?

A cirurgia traz benefícios importantes para a saúde da criança ao longo da vida.

Entre as principais vantagens estão:

✔ Preservação da fertilidade futura

Testículos fora da bolsa escrotal ficam expostos a temperaturas mais altas, o que pode afetar a produção de espermatozoides.

✔ Redução do risco de câncer testicular

A correção precoce facilita o acompanhamento e reduz riscos futuros.

✔ Menor risco de torção testicular

A fixação adequada diminui essa possibilidade.

✔ Desenvolvimento genital mais saudável

O posicionamento correto favorece o desenvolvimento normal.

Como é a recuperação da criança?

A recuperação costuma ser tranquila.

Nos primeiros dias é comum:

  • leve inchaço

  • sensibilidade na região

  • necessidade de repouso relativo

Os médicos geralmente orientam:

  • evitar atividades físicas intensas

  • manter a região limpa

  • seguir a medicação prescrita

Em poucos dias a criança costuma voltar à rotina normal.

O lado emocional para os pais

Quando um filho precisa passar por cirurgia, é natural sentir medo ou ansiedade.

Mas saber que a orquidopexia é um procedimento seguro, bem estabelecido na medicina e com ótimos resultados pode trazer mais tranquilidade para a família.

Buscar informações confiáveis, conversar com os médicos e esclarecer todas as dúvidas ajuda muito nesse processo.

No final, o objetivo é simples e importante: garantir saúde e qualidade de vida para a criança no presente e no futuro.