Piscinas, crianças e produtos químicos: cuidados essenciais para a segurança e a saúde
MATERNIDADE
Aliny Pedrolli
2/10/20262 min read
Piscinas, crianças e produtos químicos: cuidados essenciais para a segurança e a saúde
Notícias recentes envolvendo acidentes graves após o uso de piscinas reacendem um alerta necessário: ambientes aquáticos exigem atenção redobrada, especialmente quando falamos de crianças. A piscina pode ser espaço de lazer, desenvolvimento e alegria — mas também envolve riscos reais quando cuidados básicos são negligenciados.
Informação e prevenção são as melhores formas de proteção.
Piscina não é só água: o papel dos produtos químicos
Para manter a água limpa e livre de microrganismos, piscinas utilizam produtos químicos como:
cloro
algicidas
clarificantes
reguladores de pH
Quando usados corretamente, eles são eficazes. O problema surge com:
excesso de produto
mistura inadequada
aplicação sem diluição correta
falta de controle do pH
Crianças são mais sensíveis à ação dessas substâncias.
Quais os riscos dos produtos químicos da piscina para crianças?
O contato inadequado pode causar:
Irritações na pele e nos olhos
ardência
vermelhidão
coceira
dermatites
A pele infantil é mais fina e absorve substâncias com mais facilidade.
Problemas respiratórios
A inalação de vapores químicos, especialmente em piscinas mal ventiladas ou cobertas, pode provocar:
tosse
falta de ar
irritação das vias respiratórias
crises em crianças com asma ou alergias
Riscos gastrointestinais
Engolir água contaminada ou com excesso de produtos químicos pode causar:
náuseas
vômitos
diarreia
Em crianças pequenas, esses sintomas podem evoluir rapidamente.
Piscinas e crianças: riscos que vão além dos produtos químicos
Além da química da água, outros riscos precisam ser considerados:
afogamento, mesmo em poucos centímetros de água
escorregões e quedas
falta de supervisão constante
excesso de tempo na água, levando à fadiga
Por isso, piscina nunca deve ser tratada como ambiente totalmente seguro.
Cuidados essenciais para proteger crianças na piscina
Algumas medidas simples fazem grande diferença:
verificar regularmente o nível de cloro e pH
nunca permitir que crianças entrem na piscina logo após a aplicação de produtos
respeitar o tempo de ação indicado pelo fabricante
garantir boa ventilação em piscinas cobertas
limitar o tempo de permanência da criança na água
supervisionar de perto, sem distrações
Criança na piscina exige presença ativa do adulto, não apenas vigilância à distância.
Atenção redobrada em piscinas públicas e condomínios
Em clubes, condomínios e academias, é importante:
observar se há manutenção adequada
perguntar sobre rotina de tratamento da água
verificar se existem avisos claros após aplicação de produtos
respeitar interdições temporárias
Se houver cheiro forte de produto químico, ardência intensa nos olhos ou desconforto respiratório, retire a criança da água imediatamente.
Quando procurar atendimento médico?
Procure um profissional de saúde se a criança apresentar:
dificuldade para respirar
tosse persistente após a piscina
vômitos ou diarreia
irritações intensas na pele ou olhos
mal-estar geral
Sintomas após o uso da piscina não devem ser ignorados.
Lazer aquático com responsabilidade e consciência
No Ser Leve, acreditamos que prevenção também é cuidado. Piscinas podem — e devem — ser espaços de alegria, aprendizado e movimento, mas sempre acompanhados de informação, atenção e responsabilidade.
Cuidar da segurança das crianças é um compromisso coletivo — e começa com escolhas conscientes no dia a dia.
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