Quais perguntas práticas e empáticas poderiam ser feitas a alguém para ajudar a reconhecer sinais de sofrimento emocional

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Aliny Pedrolli

9/17/20262 min read

two people holding gray mugs at table
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Setembro Amarelo: Quais perguntas práticas e empáticas poderiam ser feitas a alguém para ajudar a reconhecer sinais de sofrimento emocional e incentivar a busca por apoio

As perguntas podem ser simples, diretas e sem julgamento, evitando pressionar a pessoa a explicar tudo de uma vez. Algumas opções:

Para abrir espaço para a conversa

  • “Como você está de verdade?”

  • “Tenho percebido que você parece diferente. Quer me contar como tem se sentido?”

  • “Tem alguma coisa que está ficando pesada demais para você?”

  • “Você tem conseguido lidar com as coisas do dia a dia ou está sentindo que está difícil demais?”

Para reconhecer sofrimento emocional

  • “Você tem se sentido muito triste, angustiada ou sem esperança ultimamente?”

  • “Tem alguma coisa que você costumava gostar e que deixou de fazer?”

  • “Como têm sido seus dias em relação a sono, alimentação e energia?”

  • “Você tem se sentido muito sozinha ou como se tivesse que enfrentar tudo sem ajuda?”

  • “O que tem sido mais difícil para você neste momento?”

Para incentivar a busca por apoio

  • “O que poderia tornar este momento um pouco mais suportável?”

  • “Existe alguém com quem você se sentiria segura para conversar?”

  • “Você gostaria que eu ficasse com você enquanto procura ajuda?”

  • “Posso ajudar você a procurar um profissional ou um serviço de saúde?”

  • “O que você precisa de mim agora: companhia, escuta ou ajuda para encontrar atendimento?”

Quando houver preocupação com risco de suicídio

Quando houver sinais de alerta, perguntar diretamente sobre pensamentos suicidas não aumenta o risco de suicídio; a orientação é abordar o assunto de maneira calma, acolhedora e sem julgamento.

  • “Você tem pensado em morrer ou em tirar a própria vida?”

  • “Você está pensando em se machucar?”

  • “Você sente que corre o risco de fazer alguma coisa contra você agora?”

  • “Você está sozinha neste momento?”

  • “Posso ficar com você enquanto encontramos ajuda?”

Se a pessoa disser que está em perigo imediato, a prioridade deixa de ser continuar a conversa e passa a ser buscar ajuda presencial e não deixá-la sozinha. No Brasil, podem ser acionados o SAMU (192), uma UPA, pronto-socorro ou hospital. O CVV (188) oferece apoio emocional gratuitamente, 24 horas por dia.

Uma frase que resume bem o espírito do texto seria: “Não preciso ter a solução; posso estar presente, ouvir e ajudar essa pessoa a chegar até o cuidado de que precisa.”

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