Sexualidade Feminina: Os Tabus que Ainda Silenciam o Prazer

Sexualidade Feminina: Os Tabus que Ainda Silenciam o Prazer

BEM ESTAR

Aliny Pedrolli

1/7/20262 min read

a close up of a person laying on a bed
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Sexualidade Feminina: Os Tabus que Ainda Silenciam o Prazer

Por que ainda é tão difícil falar sobre prazer feminino?

Apesar dos avanços sociais, muitas mulheres ainda crescem aprendendo a silenciar seus desejos, dúvidas e sensações. A sexualidade feminina, historicamente atravessada por culpa, vergonha e desinformação, segue cercada por tabus que impactam diretamente o prazer, a autoestima e a saúde emocional.

Matérias recentes do UOL Universa reacenderam esse debate ao mostrar como crenças antigas — muitas vezes naturalizadas — continuam interferindo na forma como mulheres vivem e compreendem sua sexualidade Instagram.

Falar sobre prazer não é futilidade. É falar de saúde, presença no próprio corpo e direito ao bem-estar.

Tabus mais comuns que ainda afetam a sexualidade feminina

“Mulher não pode demonstrar desejo”

Desde cedo, muitas meninas aprendem que desejar é inadequado. Essa repressão pode se transformar, na vida adulta, em dificuldade de reconhecer excitação, estabelecer limites ou expressar vontades.

Prazer feminino como algo secundário

Durante muito tempo, a sexualidade foi pensada a partir do olhar masculino. O prazer da mulher ficou em segundo plano — quando não foi completamente ignorado — o que ainda hoje gera relações pouco equilibradas.

Falta de educação sexual de qualidade

A ausência de informações claras sobre o próprio corpo, ciclo hormonal, clitóris e respostas sexuais faz com que muitas mulheres vivam a intimidade com insegurança e dúvidas, mesmo após anos de vida sexual ativa.

O impacto emocional desses tabus

Silenciar o prazer não afeta apenas a vida sexual. Ele reverbera em outras áreas da vida:

  • Baixa autoestima

  • Dificuldade de comunicação íntima

  • Culpa ao sentir desejo

  • Desconexão com o próprio corpo

  • Relações afetivas pouco satisfatórias

A sexualidade é parte da identidade. Quando ela é reprimida, algo em nós também se encolhe.

Sexualidade feminina é corpo, mente e contexto

Um ponto essencial — e muitas vezes esquecido — é que a excitação feminina não é automática. Ela envolve:

  • Segurança emocional

  • Vínculo afetivo

  • Autopercepção corporal

  • Ambiente acolhedor

  • Ausência de medo e pressão

Ou seja: desejo feminino não é botão, é processo.

Caminhos para uma vivência mais leve e consciente

Informação liberta

Buscar conteúdos confiáveis, ler, ouvir especialistas e conversar sobre o tema amplia o repertório e dissolve crenças limitantes.

Autocuidado também é sexual

Sono adequado, alimentação equilibrada, movimento corporal e cuidado emocional influenciam diretamente a libido e o prazer.

Comunicação íntima é fundamental

Falar sobre sexo com respeito, curiosidade e sem cobranças fortalece vínculos e cria espaços seguros para o prazer existir.

Apoio profissional quando necessário

Ginecologistas, psicólogos e terapeutas sexuais podem ajudar a ressignificar vivências, tratar disfunções e promover reconexão com o corpo.

Sexualidade feminina como expressão de presença e leveza

No Ser Leve, acreditamos que viver a sexualidade com consciência não é sobre performance, mas sobre presença. É sobre escutar o próprio corpo, respeitar seus tempos e reconhecer que prazer também é um direito — e não um privilégio.

Falar sobre isso é um ato de cuidado, coragem e libertação.