Surto de sarampo em São Paulo reforça a importância da vacinação: saiba quem deve se imunizar
BEM ESTARMATERNIDADE
Aliny Pedrolli
8/5/20263 min read
Surto de sarampo em São Paulo reforça a importância da vacinação: saiba quem deve se imunizar
O sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde no Brasil. Em 2026, foram confirmados novos casos no estado de São Paulo, levando o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde a ampliarem as recomendações de vacinação em municípios com circulação do vírus, especialmente na capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A boa notícia é que existe uma forma altamente eficaz de prevenção: a vacina tríplice viral, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O que é o sarampo?
O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa, transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira próximo de outras pessoas.
Os primeiros sintomas costumam ser:
Febre alta;
Tosse;
Coriza;
Olhos vermelhos (conjuntivite);
Mal-estar intenso;
Manchas vermelhas pelo corpo que começam no rosto e se espalham.
Embora muitas pessoas se recuperem completamente, o sarampo pode causar complicações graves, como:
Pneumonia;
Otite (infecção no ouvido);
Encefalite (inflamação do cérebro);
Internação hospitalar;
Em casos raros, óbito.
O risco é maior em bebês, gestantes, pessoas com baixa imunidade e indivíduos desnutridos.
Por que o surto preocupa?
O Brasil havia recuperado o certificado de eliminação da circulação endêmica do sarampo, mas a doença continua circulando em outros países. Casos importados podem iniciar cadeias de transmissão quando encontram pessoas não vacinadas.
Em julho de 2026, o Ministério da Saúde confirmou um surto ativo na região metropolitana de São Paulo e recomendou uma intensificação da vacinação para conter a disseminação do vírus.
Quem deve tomar a vacina?
A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra:
Sarampo;
Caxumba;
Rubéola.
O esquema varia conforme a idade.
Crianças
6 a 11 meses: em municípios com circulação do vírus pode ser indicada a dose zero, que não substitui as doses do calendário.
12 meses: primeira dose.
15 meses: segunda dose (geralmente na vacina tetraviral).
Pessoas de 12 meses a 29 anos
Devem possuir duas doses da vacina.
Adultos de 30 a 59 anos
Devem ter pelo menos uma dose documentada.
Profissionais da saúde
Independentemente da idade, devem possuir duas doses, por estarem mais expostos ao vírus.
Já tomei duas doses. Preciso vacinar novamente?
Para a maioria das pessoas, não.
Quem possui duas doses da vacina tríplice viral é considerado protegido.
Entretanto, durante surtos localizados, as autoridades de saúde podem recomendar estratégias específicas para determinados municípios. Por isso, é importante seguir as orientações da Secretaria Municipal de Saúde da sua cidade.
Moro fora da capital de São Paulo. Devo me preocupar?
Sim.
Mesmo que você não resida em uma área com transmissão ativa, é fundamental verificar se sua caderneta está atualizada.
O vírus pode ser transportado por viajantes e se espalhar rapidamente em locais onde existam pessoas sem vacinação.
Se houver dúvidas sobre seu histórico vacinal, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. O profissional poderá verificar sua situação e orientar sobre a necessidade de atualização.
Quem não pode receber a vacina?
Algumas pessoas precisam de avaliação médica antes da vacinação, entre elas:
Gestantes;
Pessoas com imunodeficiência grave;
Pessoas com alergia grave a componentes da vacina.
Nesses casos, a orientação deve ser individualizada pela equipe de saúde.
A vacina contra o sarampo é segura?
Sim.
A vacina tríplice viral é utilizada há décadas em diversos países e apresenta excelente perfil de segurança.
Os efeitos adversos costumam ser leves e passageiros, como:
Dor no local da aplicação;
Febre baixa;
Pequenas manchas pelo corpo alguns dias após a vacinação.
Os benefícios da imunização são muito maiores do que os riscos da doença.
A vacinação protege toda a comunidade
Quando a maior parte da população está vacinada, o vírus encontra dificuldade para circular. Esse fenômeno, conhecido como proteção coletiva, ajuda a proteger também pessoas que não podem receber a vacina por motivos médicos.
Infelizmente, a queda da cobertura vacinal nos últimos anos favoreceu o retorno de doenças que já estavam controladas.
Vacinar-se é um ato de cuidado consigo mesmo, com sua família e com toda a comunidade.
Conclusão
O surto de sarampo registrado na região de São Paulo é um importante alerta para que todos revisem sua situação vacinal.
Se você tem dúvidas sobre quantas doses recebeu ou perdeu sua caderneta de vacinação, procure uma Unidade Básica de Saúde. A equipe poderá orientar sobre a necessidade de completar o esquema vacinal.
A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir o sarampo e evitar novas cadeias de transmissão.
Vacinas salvam vidas. Manter a caderneta em dia é uma atitude simples que protege você, sua família e toda a sociedade.
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